Uma amigona tatuou nesse findi a palavra Intensidade.
"E pra provar o quanto as coisas são intensas até peguei o tatuador".
Ah, minhas amigas...
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
DA SÉRIE "VOU DE CARRO".
Eu dediquei alguns posts neste blog para a série Vou de Ônibus.
Senhoras e senhores, apresento a vocês a nova série: Vou de Carro.
E começamos com o tema: "onde você estava com a cabeça?!".
Situação hipotética (não que isso tenha acontecido comigo, gente!):
Você está saindo de um grande supermercado, que tem um hiper-estacionamento. Sobram vagas e seu carro ficou na parte externa. Você volta com camarões e espumante. Pensa na janta e se preocupa em descongelar os camarões. Arroz... curry...
Liga o carro e pensa no arroz.
Põe o cinto e lembra do curry.
Engata a ré - e o espumante vai esquentar - voa pra casa, menina!
Acelera -retrovisor?!
Opsss. Daonde surgiu aquele carro azul na sua traseira?
A mulher gesticula feito uma louca desvairada, o homem que dirigia o tal carro desce. Ele pega seus dados, contatos... A mulher do carro azul segura tua carteira pra ele anotar tudo, sem dar um piu. O segurança do estacionamento anota sua placa, o carinha que vai saindo de carro dá uma risada sarcástica do tipo: bater em estacionamento é o fim.
No outro dia, o Pedro liga (situação hipotética!) e passa o endereço do mecânico de confiança dele. Você desconfia e tira um extrato da sua conta. Pesquisa na internet sobre arranhões de parachoques (hífen, acento?!), pinturas, orçamentos. É hora de negociar.
Chega na mecânica do Edu (hipoteticamente falando...). Dá um drible na malandragem do dito cujo. Reduz o preço inicial em 35% - promoção atribuída às suas piadinhas e franqueza, sobretudo (eu realmente não tenho como pagar...).
E se tempo é dinheiro, aqueles 5 segundos que você gastaria com a tarefa de olhar o retrovisor custaram caro: R$ 200.
Senhoras e senhores, apresento a vocês a nova série: Vou de Carro.
E começamos com o tema: "onde você estava com a cabeça?!".
Situação hipotética (não que isso tenha acontecido comigo, gente!):
Você está saindo de um grande supermercado, que tem um hiper-estacionamento. Sobram vagas e seu carro ficou na parte externa. Você volta com camarões e espumante. Pensa na janta e se preocupa em descongelar os camarões. Arroz... curry...
Liga o carro e pensa no arroz.
Põe o cinto e lembra do curry.
Engata a ré - e o espumante vai esquentar - voa pra casa, menina!
Acelera -retrovisor?!
Opsss. Daonde surgiu aquele carro azul na sua traseira?
A mulher gesticula feito uma louca desvairada, o homem que dirigia o tal carro desce. Ele pega seus dados, contatos... A mulher do carro azul segura tua carteira pra ele anotar tudo, sem dar um piu. O segurança do estacionamento anota sua placa, o carinha que vai saindo de carro dá uma risada sarcástica do tipo: bater em estacionamento é o fim.
No outro dia, o Pedro liga (situação hipotética!) e passa o endereço do mecânico de confiança dele. Você desconfia e tira um extrato da sua conta. Pesquisa na internet sobre arranhões de parachoques (hífen, acento?!), pinturas, orçamentos. É hora de negociar.
Chega na mecânica do Edu (hipoteticamente falando...). Dá um drible na malandragem do dito cujo. Reduz o preço inicial em 35% - promoção atribuída às suas piadinhas e franqueza, sobretudo (eu realmente não tenho como pagar...).
E se tempo é dinheiro, aqueles 5 segundos que você gastaria com a tarefa de olhar o retrovisor custaram caro: R$ 200.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
RÉ.
Misturando novidades com cotidiano, o carro apaga. São as mesmas novas ruas, quatro da tarde, eu quase apago de sono. Eu tinha um foco, eu tenho um foco, mas o tiozinho que tá lá atrás recebe com surpresa minha ré. Entro em faixas erradas. "Não respeita sinaleira?!". Vem a maré de carros entre Ipiranga e Cristiano Fischer e eu, ali, parada. Eu escrevo "dos males, o pior", mas é "dos males, o menor".
Nunca fui boa com frases prontas.
Nunca fui boa com frases prontas.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
LEGALIZE JÁ.
Era um vestido cor-de-rosa tão pequenininho
Mal cabia na Geisy Arruda
Vestido cor-de-rosa tão pequenininho
Que na palma da mão se escondia
Houve um tempo em que andávamos pelados, provavelmente quando descemos das árvores e começamos a plantar trigo e domesticar ovelhas e cabras. Uma pele de animal selvagem para o inverno quase glacial; uma folha de bananeira para o calor insuportável dos trópicos.
Mas daí inventamos que era preciso bem mais que isso. Aquela folhinha que mal tapava nossas partes íntimas não era decente (culpa de "movimentos religiosos" que deturparam o próprio sentido de "partes íntimas").
Novos trajes, com etiquetas, tornaram a roupa um sonho de consumo. Surge a mini-saia.
Nasci e cresci em uma época diferente. Decotes, blusa transparente, calça justa. Vestidos... eu uso os curtos quando a ocasião permite. E é aí que reside toda a polêmica do vestido rosa da ex-aluna Geisy.
Segundo o Ministério da Educação, ela não estava vestindo "trajes adequados" para frequentar uma universidade. Talvez o Ministério do Trabalho a demitisse se ela fosse assim trabalhar num escritório; talvez o Ministério da Agricultura tomasse a mesma atitude se fosse de vestido rosa pro meio de uma lavoura cortar cana-de-açúcar.
MEC: legalize já, legalize já!
Hoje está tudo tão liberal. Cenas de nudez recheiam a novela das nove. Essa medida soou como algo descabido a todos nós. Nós mesmos, que sonhamos aparecer semi-nus na frente de uma câmera de TV em fevereiro - em fevereiro, tem Carnaval, tem Carnaval...
Eu achava que os vestidos curtos estavam liberados.
Mas não, nas universidades, eles estão proibidos. Bem como é proibido fumar maconha pelos campus de faculdades.
Mal cabia na Geisy Arruda
Vestido cor-de-rosa tão pequenininho
Que na palma da mão se escondia
Houve um tempo em que andávamos pelados, provavelmente quando descemos das árvores e começamos a plantar trigo e domesticar ovelhas e cabras. Uma pele de animal selvagem para o inverno quase glacial; uma folha de bananeira para o calor insuportável dos trópicos.
Mas daí inventamos que era preciso bem mais que isso. Aquela folhinha que mal tapava nossas partes íntimas não era decente (culpa de "movimentos religiosos" que deturparam o próprio sentido de "partes íntimas").
Novos trajes, com etiquetas, tornaram a roupa um sonho de consumo. Surge a mini-saia.
Nasci e cresci em uma época diferente. Decotes, blusa transparente, calça justa. Vestidos... eu uso os curtos quando a ocasião permite. E é aí que reside toda a polêmica do vestido rosa da ex-aluna Geisy.
Segundo o Ministério da Educação, ela não estava vestindo "trajes adequados" para frequentar uma universidade. Talvez o Ministério do Trabalho a demitisse se ela fosse assim trabalhar num escritório; talvez o Ministério da Agricultura tomasse a mesma atitude se fosse de vestido rosa pro meio de uma lavoura cortar cana-de-açúcar.
MEC: legalize já, legalize já!
Hoje está tudo tão liberal. Cenas de nudez recheiam a novela das nove. Essa medida soou como algo descabido a todos nós. Nós mesmos, que sonhamos aparecer semi-nus na frente de uma câmera de TV em fevereiro - em fevereiro, tem Carnaval, tem Carnaval...
Eu achava que os vestidos curtos estavam liberados.
Mas não, nas universidades, eles estão proibidos. Bem como é proibido fumar maconha pelos campus de faculdades.
domingo, 8 de novembro de 2009
SÁBADO À NOITE.
"Não, não", diz ele, de resguardo.
Quer ficar calminho, numa noite chuvosa de sábado. Quer se dar o direito de ficar atirado num sofá.
O telefone toca e ele não quer nem atender. Quer fingir que não ouviu. Ele guarda todas as lembranças de outros sábados.
Quer ouvir o barulho da chuva. Nada além de poucas cervejas... muito poucas.
Quer a liberdade tranquila de uma noite de sábado sem nada pra fazer, depois de uma semana corrida.
"Sim, como não", eu respondo a ele, em respeito.
Ele... o meu templo, o meu corpo.
Quer ficar calminho, numa noite chuvosa de sábado. Quer se dar o direito de ficar atirado num sofá.
O telefone toca e ele não quer nem atender. Quer fingir que não ouviu. Ele guarda todas as lembranças de outros sábados.
Quer ouvir o barulho da chuva. Nada além de poucas cervejas... muito poucas.
Quer a liberdade tranquila de uma noite de sábado sem nada pra fazer, depois de uma semana corrida.
"Sim, como não", eu respondo a ele, em respeito.
Ele... o meu templo, o meu corpo.
sábado, 7 de novembro de 2009
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