Meu blog vem sofrendo de um mal crônico: a queda na audiência.
Desde julho e agosto, os números vinham num crescente surpreendente. Em setembro, atingiu recorde histórico de acessos.
Era o auge.
Desde então, os meses de outubro e novembro não vêm reagindo positivamente. São vários os possíveis motivos - que talvez esta blogueira que vos escreve nunca vá saber.
E não bastasse a crise de audiência, entra em cena outra crise: a de exposição. Parei pra pensar que são dois anos da minha vida aqui. Um livro aberto pra qualquer internauta desconhecido que joga no Google meu nome, ou a expressão "menina arruda +vestido côr de rosa" (sic.), ou anônimos que querem saber sobre "feriado no domingo".
São conhecidos de Orkut que clicam no meu blog quando não têm nada pra fazer e ficam sabendo dos meus gostos, minhas músicas, minha intimidade. Sabem o que eu fiz no feriadão de Ano Novo de 2007, pra onde eu fui nas minhas férias e talvez saberão pra onde eu vou em fevereiro.
Deu vontade de apagar todo o histórico de posts, escrever menos sobre a minha vida. Desculpem a minha indelicadeza.
Crise.
PS: ESSE POST NÃO É VÁLIDO PARA PESSOAS DO MEU CÍRCULO DE AMIZADES - INCLUINDO AS VIRTUAIS TAMBÉM. REAFIRMO QUE "CONHECI" MUITA GENTE DO BEM POR AQUI, ESPECIALMENTE AQUELAS PARA QUEM DEIXO RECADINHO TODA A SEMANA, ACOMPANHANDO SUAS NOVELAS EDITADAS E PUBLICADAS VIRTUALMENTE.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
ALL THE SINGLE LADIES.
BEYONCÉ
Sexta 5 de fevereiro de 2010 às 21h00m
Gigantinho
Porto Alegre Brasil
vamo?????????????????????????????
Sexta 5 de fevereiro de 2010 às 21h00m
Gigantinho
Porto Alegre Brasil
vamo?????????????????????????????
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
INTENSIDADE.
Uma amigona tatuou nesse findi a palavra Intensidade.
"E pra provar o quanto as coisas são intensas até peguei o tatuador".
Ah, minhas amigas...
"E pra provar o quanto as coisas são intensas até peguei o tatuador".
Ah, minhas amigas...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
DA SÉRIE "VOU DE CARRO".
Eu dediquei alguns posts neste blog para a série Vou de Ônibus.
Senhoras e senhores, apresento a vocês a nova série: Vou de Carro.
E começamos com o tema: "onde você estava com a cabeça?!".
Situação hipotética (não que isso tenha acontecido comigo, gente!):
Você está saindo de um grande supermercado, que tem um hiper-estacionamento. Sobram vagas e seu carro ficou na parte externa. Você volta com camarões e espumante. Pensa na janta e se preocupa em descongelar os camarões. Arroz... curry...
Liga o carro e pensa no arroz.
Põe o cinto e lembra do curry.
Engata a ré - e o espumante vai esquentar - voa pra casa, menina!
Acelera -retrovisor?!
Opsss. Daonde surgiu aquele carro azul na sua traseira?
A mulher gesticula feito uma louca desvairada, o homem que dirigia o tal carro desce. Ele pega seus dados, contatos... A mulher do carro azul segura tua carteira pra ele anotar tudo, sem dar um piu. O segurança do estacionamento anota sua placa, o carinha que vai saindo de carro dá uma risada sarcástica do tipo: bater em estacionamento é o fim.
No outro dia, o Pedro liga (situação hipotética!) e passa o endereço do mecânico de confiança dele. Você desconfia e tira um extrato da sua conta. Pesquisa na internet sobre arranhões de parachoques (hífen, acento?!), pinturas, orçamentos. É hora de negociar.
Chega na mecânica do Edu (hipoteticamente falando...). Dá um drible na malandragem do dito cujo. Reduz o preço inicial em 35% - promoção atribuída às suas piadinhas e franqueza, sobretudo (eu realmente não tenho como pagar...).
E se tempo é dinheiro, aqueles 5 segundos que você gastaria com a tarefa de olhar o retrovisor custaram caro: R$ 200.
Senhoras e senhores, apresento a vocês a nova série: Vou de Carro.
E começamos com o tema: "onde você estava com a cabeça?!".
Situação hipotética (não que isso tenha acontecido comigo, gente!):
Você está saindo de um grande supermercado, que tem um hiper-estacionamento. Sobram vagas e seu carro ficou na parte externa. Você volta com camarões e espumante. Pensa na janta e se preocupa em descongelar os camarões. Arroz... curry...
Liga o carro e pensa no arroz.
Põe o cinto e lembra do curry.
Engata a ré - e o espumante vai esquentar - voa pra casa, menina!
Acelera -retrovisor?!
Opsss. Daonde surgiu aquele carro azul na sua traseira?
A mulher gesticula feito uma louca desvairada, o homem que dirigia o tal carro desce. Ele pega seus dados, contatos... A mulher do carro azul segura tua carteira pra ele anotar tudo, sem dar um piu. O segurança do estacionamento anota sua placa, o carinha que vai saindo de carro dá uma risada sarcástica do tipo: bater em estacionamento é o fim.
No outro dia, o Pedro liga (situação hipotética!) e passa o endereço do mecânico de confiança dele. Você desconfia e tira um extrato da sua conta. Pesquisa na internet sobre arranhões de parachoques (hífen, acento?!), pinturas, orçamentos. É hora de negociar.
Chega na mecânica do Edu (hipoteticamente falando...). Dá um drible na malandragem do dito cujo. Reduz o preço inicial em 35% - promoção atribuída às suas piadinhas e franqueza, sobretudo (eu realmente não tenho como pagar...).
E se tempo é dinheiro, aqueles 5 segundos que você gastaria com a tarefa de olhar o retrovisor custaram caro: R$ 200.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
RÉ.
Misturando novidades com cotidiano, o carro apaga. São as mesmas novas ruas, quatro da tarde, eu quase apago de sono. Eu tinha um foco, eu tenho um foco, mas o tiozinho que tá lá atrás recebe com surpresa minha ré. Entro em faixas erradas. "Não respeita sinaleira?!". Vem a maré de carros entre Ipiranga e Cristiano Fischer e eu, ali, parada. Eu escrevo "dos males, o pior", mas é "dos males, o menor".
Nunca fui boa com frases prontas.
Nunca fui boa com frases prontas.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
LEGALIZE JÁ.
Era um vestido cor-de-rosa tão pequenininho
Mal cabia na Geisy Arruda
Vestido cor-de-rosa tão pequenininho
Que na palma da mão se escondia
Houve um tempo em que andávamos pelados, provavelmente quando descemos das árvores e começamos a plantar trigo e domesticar ovelhas e cabras. Uma pele de animal selvagem para o inverno quase glacial; uma folha de bananeira para o calor insuportável dos trópicos.
Mas daí inventamos que era preciso bem mais que isso. Aquela folhinha que mal tapava nossas partes íntimas não era decente (culpa de "movimentos religiosos" que deturparam o próprio sentido de "partes íntimas").
Novos trajes, com etiquetas, tornaram a roupa um sonho de consumo. Surge a mini-saia.
Nasci e cresci em uma época diferente. Decotes, blusa transparente, calça justa. Vestidos... eu uso os curtos quando a ocasião permite. E é aí que reside toda a polêmica do vestido rosa da ex-aluna Geisy.
Segundo o Ministério da Educação, ela não estava vestindo "trajes adequados" para frequentar uma universidade. Talvez o Ministério do Trabalho a demitisse se ela fosse assim trabalhar num escritório; talvez o Ministério da Agricultura tomasse a mesma atitude se fosse de vestido rosa pro meio de uma lavoura cortar cana-de-açúcar.
MEC: legalize já, legalize já!
Hoje está tudo tão liberal. Cenas de nudez recheiam a novela das nove. Essa medida soou como algo descabido a todos nós. Nós mesmos, que sonhamos aparecer semi-nus na frente de uma câmera de TV em fevereiro - em fevereiro, tem Carnaval, tem Carnaval...
Eu achava que os vestidos curtos estavam liberados.
Mas não, nas universidades, eles estão proibidos. Bem como é proibido fumar maconha pelos campus de faculdades.
Mal cabia na Geisy Arruda
Vestido cor-de-rosa tão pequenininho
Que na palma da mão se escondia
Houve um tempo em que andávamos pelados, provavelmente quando descemos das árvores e começamos a plantar trigo e domesticar ovelhas e cabras. Uma pele de animal selvagem para o inverno quase glacial; uma folha de bananeira para o calor insuportável dos trópicos.
Mas daí inventamos que era preciso bem mais que isso. Aquela folhinha que mal tapava nossas partes íntimas não era decente (culpa de "movimentos religiosos" que deturparam o próprio sentido de "partes íntimas").
Novos trajes, com etiquetas, tornaram a roupa um sonho de consumo. Surge a mini-saia.
Nasci e cresci em uma época diferente. Decotes, blusa transparente, calça justa. Vestidos... eu uso os curtos quando a ocasião permite. E é aí que reside toda a polêmica do vestido rosa da ex-aluna Geisy.
Segundo o Ministério da Educação, ela não estava vestindo "trajes adequados" para frequentar uma universidade. Talvez o Ministério do Trabalho a demitisse se ela fosse assim trabalhar num escritório; talvez o Ministério da Agricultura tomasse a mesma atitude se fosse de vestido rosa pro meio de uma lavoura cortar cana-de-açúcar.
MEC: legalize já, legalize já!
Hoje está tudo tão liberal. Cenas de nudez recheiam a novela das nove. Essa medida soou como algo descabido a todos nós. Nós mesmos, que sonhamos aparecer semi-nus na frente de uma câmera de TV em fevereiro - em fevereiro, tem Carnaval, tem Carnaval...
Eu achava que os vestidos curtos estavam liberados.
Mas não, nas universidades, eles estão proibidos. Bem como é proibido fumar maconha pelos campus de faculdades.
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